terça-feira, 19 de abril de 2011
Whitesnake e Judas Priest juntos no Brasil em 2011 - Datas confirmadas!
Confirmado: o Whitesnake está de volta ao Brasil ao lado do Judas Priest em setembro de 2011, repetindo o grande feito que as duas bandas fizeram juntas em 2005.
Até o momento as seguintes datas estão confirmadas:
10 de setembro de 2011 – Estádio da Portuguesa em São Paulo/SP
11 de setembro de 2011 – Citibank Hall no Rio De Janeiro/RJ
13 de setembro de 2011 – Chevrolet Hall em Belo Horizonte/MG
15 de setembro de 2011 – Nilson Nelson – Brasilia/DF
Informações sobre ingressos e pontos de venda em breve!
Fonte:
http://agendametal.com.br/noticias.php?id=2980&s=1
sábado, 9 de abril de 2011
Resenha de show: Ozzy Osbourne no Rio - Citibank Hall, 2011
A verdade é que eu nem tava a fim de ir nesse show do Ozzy. Assisti o show de 2008 no Arena e não achei nenhuma Brastemp. Mas, é como se diz, tudo depende do dia, do clima, da energia que rola. Felizmente, um amigo, muito mais esperto que eu, claro, insistiu que um show do Ozzy não se perde assim e, entrando no Citibankl Hall lotado aos primeiros acordes de Bark At The Moon, eu entendi o tom profético daquele puxão de orelha. O show de quinta-feira foi fantástico!
Ainda sob efeito do sensacional show do Iron Maiden na semana anterior, segui pro Shopping Via Parque onde fica o Citibank Hall. Uma massa de camisas-pretas ia pouco a pouco tomando todo o lugar. O chopp do Cervantes deu início aos trabalhos e perto das 21:15 descia a rampa pra pista. Aí, lamentei. Essa história de cravar a entrada pro show na hora exata em que o show vai de fato começar é um horror, principalmente se a casa de espetáculos está lotada, como no caso do show Ozzy. Ouvi os primeiros acordes de Bark At The Moon e percebi como estava distante do palco. Ahh... não. Resolvi ir me enfiando aqui e ali, pro meio e pra frente e voilá! cheguei num lugar com visão otima! Aí foi curtir o show.
O velho Mr. Madman comandou a festa com vigor de garoto. A voz pode estar meio gasta, a cara meio acabada, mas o eterno Príncipe das Trevas não pára no palco, dá suas corridinhas e pula pra caramba, mas pula tanto que cheguei a pensar se ele aguentaria até o final do show. Claro, tem uma paradinha providencial, na instrumental Rad Salad ele dá uma saída do palco fazendo uma pausa até bem longa.
O setlist foi exatamente o publicado aqui, sem novidades, apesar da galera ter pedido muiiiito No More Tears, não rolou.
Com a explosão inicial do show em Bark at the Moon, veio a nova Let Me Hear You Scream, que tem um refrão poderoso e fez pessoal cantar já com a letra na ponta da língua. Depois, ela, fazendo incendiar: Mr. Crowley! A terceira música do show e eu já podia sentir que o clima ali era especial, esse show seria energia pura! Ozzy, no palco, puxando a galera pra gritar, cantar, pular, e ele mesmo, cantando e pulando, e se empolgando com a agitação da própria banda. Sim, porque esta banda que o acompanha, se não é excelente, é muito boa. Os caras tocam bem e agitam à beça, passando muita energia para o público, e para o próprio Ozzy. Para maiores detalhes da banda, a resenha do rockemgeral.com está bem bacana, vale a pena ser lida aqui.
Na sequência, vieram I Don't Know, Fairies Wear Boots (um musicão, que caiu muito bem no show), Suicide Solution e a bela Road to Nowhere. Aí, novo ponto alto do show com War Pigs e a galera indo a loucura, pulando, cantando, batendo palmas sem parar, acompanhando a linha melódica da música, uma coisa linda de presenciar. Olhei pro palco: Ozzy, que eu vi em 1985 no Rock in Rio há mais de 26 anos, pulando como um garoto, rindo, se divertindo no alto dos seus 62 aninhos. Olhei em volta: um mix de jovens e coroas, todos juntos, cantando, pulando, rindo, se emocionando. Respirei fundo e sorri, pensei em mim mesma, ali, suada, rouca, tomada por aquela energia contagiante que de vez em quando nos atinge em cheio na alma, no coração, na veia. Como eu disse no início desse texto, tudo depende do dia, do clima, da energia que rola. Esse show do Ozzy me ganhou, me engoliu logo de cara, me senti abocanhada no meio da pista tomada por uma energia de menina, pulando como pulei aos 15 anos no lamaçal do Rock in Rio, na primeira vez em que assisiti ao show do Ozzy. E, antes da pausa com Rat Salad, veio Shot in the Dark. Logo depois, a casa balançou com Iron Man, sensacional. Seguiram I Don't Want to Change the World e Crazy Train. E a volta para o bis com Mama, I'm Coming Home e Paranoid, coroando uma noite genial cheia de empolgação e vigor vindos de um coroa que há muito está no lucro da vida e um público que soube receber com pura eletricidade Mr. Osbourne e tudo o que ele representa para o rock pesado.
Oh Yeah, old Mr. Madman still fucking great!
Obs.: Estão dizendo que pode rolar uma volta do Black Sabbath. Bem, se já chorei com Ozzy acompanhado por essa banda da turnê Scream, o que será de mim se o Sabbath passar por aqui...
Que venha o Sabbath!!!
Confere aí um pouco do que foi o show. Aos 13:50 vc terá um idéia de como Ozzy se diverte, parece uma criança..
http://www.youtube.com/watch?v=6dJGvKPRo_U
Hasta!
Fotos: Luciano Oliveira e Ag News
Ainda sob efeito do sensacional show do Iron Maiden na semana anterior, segui pro Shopping Via Parque onde fica o Citibank Hall. Uma massa de camisas-pretas ia pouco a pouco tomando todo o lugar. O chopp do Cervantes deu início aos trabalhos e perto das 21:15 descia a rampa pra pista. Aí, lamentei. Essa história de cravar a entrada pro show na hora exata em que o show vai de fato começar é um horror, principalmente se a casa de espetáculos está lotada, como no caso do show Ozzy. Ouvi os primeiros acordes de Bark At The Moon e percebi como estava distante do palco. Ahh... não. Resolvi ir me enfiando aqui e ali, pro meio e pra frente e voilá! cheguei num lugar com visão otima! Aí foi curtir o show.
O velho Mr. Madman comandou a festa com vigor de garoto. A voz pode estar meio gasta, a cara meio acabada, mas o eterno Príncipe das Trevas não pára no palco, dá suas corridinhas e pula pra caramba, mas pula tanto que cheguei a pensar se ele aguentaria até o final do show. Claro, tem uma paradinha providencial, na instrumental Rad Salad ele dá uma saída do palco fazendo uma pausa até bem longa.
O setlist foi exatamente o publicado aqui, sem novidades, apesar da galera ter pedido muiiiito No More Tears, não rolou.
Com a explosão inicial do show em Bark at the Moon, veio a nova Let Me Hear You Scream, que tem um refrão poderoso e fez pessoal cantar já com a letra na ponta da língua. Depois, ela, fazendo incendiar: Mr. Crowley! A terceira música do show e eu já podia sentir que o clima ali era especial, esse show seria energia pura! Ozzy, no palco, puxando a galera pra gritar, cantar, pular, e ele mesmo, cantando e pulando, e se empolgando com a agitação da própria banda. Sim, porque esta banda que o acompanha, se não é excelente, é muito boa. Os caras tocam bem e agitam à beça, passando muita energia para o público, e para o próprio Ozzy. Para maiores detalhes da banda, a resenha do rockemgeral.com está bem bacana, vale a pena ser lida aqui.
Na sequência, vieram I Don't Know, Fairies Wear Boots (um musicão, que caiu muito bem no show), Suicide Solution e a bela Road to Nowhere. Aí, novo ponto alto do show com War Pigs e a galera indo a loucura, pulando, cantando, batendo palmas sem parar, acompanhando a linha melódica da música, uma coisa linda de presenciar. Olhei pro palco: Ozzy, que eu vi em 1985 no Rock in Rio há mais de 26 anos, pulando como um garoto, rindo, se divertindo no alto dos seus 62 aninhos. Olhei em volta: um mix de jovens e coroas, todos juntos, cantando, pulando, rindo, se emocionando. Respirei fundo e sorri, pensei em mim mesma, ali, suada, rouca, tomada por aquela energia contagiante que de vez em quando nos atinge em cheio na alma, no coração, na veia. Como eu disse no início desse texto, tudo depende do dia, do clima, da energia que rola. Esse show do Ozzy me ganhou, me engoliu logo de cara, me senti abocanhada no meio da pista tomada por uma energia de menina, pulando como pulei aos 15 anos no lamaçal do Rock in Rio, na primeira vez em que assisiti ao show do Ozzy. E, antes da pausa com Rat Salad, veio Shot in the Dark. Logo depois, a casa balançou com Iron Man, sensacional. Seguiram I Don't Want to Change the World e Crazy Train. E a volta para o bis com Mama, I'm Coming Home e Paranoid, coroando uma noite genial cheia de empolgação e vigor vindos de um coroa que há muito está no lucro da vida e um público que soube receber com pura eletricidade Mr. Osbourne e tudo o que ele representa para o rock pesado.
Oh Yeah, old Mr. Madman still fucking great!
Obs.: Estão dizendo que pode rolar uma volta do Black Sabbath. Bem, se já chorei com Ozzy acompanhado por essa banda da turnê Scream, o que será de mim se o Sabbath passar por aqui...
Que venha o Sabbath!!!
Confere aí um pouco do que foi o show. Aos 13:50 vc terá um idéia de como Ozzy se diverte, parece uma criança..
http://www.youtube.com/watch?v=6dJGvKPRo_U
Hasta!
Fotos: Luciano Oliveira e Ag News
domingo, 3 de abril de 2011
Ozzy Osbourne no Brasil - Scream Tour 2011 - Set list
Ozzy Osbourne está de volta ao Brasil em 2011 apresentando a tour de seu novo álbum "Scream".
Ozzy já passou por Porto Alegre (30 de março) e São Paulo (2 de abril), e ainda se apresentará em Brasília (5 de abril), Rio de Janeiro (7 de abril) e Belo Horizonte (9 de abril).
Taí o setlist, galera!
Bark at the Moon
Let Me Hear You Scream
Mr. Crowley
I Don't Know
Fairies Wear Boots [Black Sabbath]
Suicide Solution
Road to Nowhere
War Pigs [Black Sabbath]
Shot in the Dark
Rat Salad [Black Sabbath]
Iron Man [Black Sabbath]
I Don't Want to Change the World
Crazy Train
Bis:
Mama, I'm Coming Home
Paranoid [Black Sabbath]
quarta-feira, 30 de março de 2011
Resenha de Show: Iron Maiden no HSBC Arena - 2011
Parte II - Aí sim! Crônica de um show emocionante.
Quando chegamos na frente do HSBC Arena passava um pouco das 19:00. O cenário que se via na noite de segunda era completamente diferente da de domingo: sem fila, sem confusão. Portões abertos, muita gente de apoio orientando a entrada, estacionamenteo vazio, tranquilidade total. Era até preocupante, será que a galera não iria comparecer ao show? Mas já perto das 21:00 a casa de shows estava bastante cheia com um público estimado em 12 mil pessoas, mil a menos do que na noite de domingo. Com mais espaço na pista e um clima bem mais descontraído tudo apontava para um show daqueles de arrasar.
E foi exatamente isso. O Iron Maiden, mais uma vez, arrasou!
Claro, esperávamos um bônus pelo adiamento de domingo, uma música a mais no show para compensar o dissabor da véspera e coroar o esforço de voltar na segunda. Bem, não houve esse algo "a mais". O Iron, definitivamente, parece não ser uma banda dada a grandes papagaiadas com o público, os caras vão lá, tocam aquele som fuderoso, da maior banda de heavy metal tradicional de todos os tempos, e boa noite, é isso, it's done. Mas, e daí? Todo mundo saiu feliz do show, ninguém sentindo grandes faltas do tal algo "a mais". O que o Iron Maiden é nem cabe mais explicação, resenhas falando das guitarras de Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers, do baixo de Steve Harris, da batera de Nicko Mc Brain e do vocal do Bruce são desnecessárias, afinal são muitos anos de estrada e várias apresentações por aqui. Eu, que sempre gostei daquelas presepadas de banda usando camisa do Brasil, soltando frases em português, fazendo piadinhas e agrados pro público, confesso que senti falta disso no Iron, mas nesse show tive certeza de que o maior agrado que os caras podem dar pro público é o próprio show, as músicas fantásticas tocadas com maestria e bom humor. É maravilhoso assisitir uma banda que se diverte no palco e os caras do Iron passam isso o tempo todo pra galera, profissionalismo e diversão. E um heavy metal de arrepiar! Sempre!
UP THE IRONS!
Para ter uma idéia do que foi, dá um olhada aquí:
http://www.youtube.com/watch?v=J_rBnF68R70
E aqui, no Eddie saindo por trás da bateria, genial.
http://www.youtube.com/watch?v=9GJEJ1_IYvg
Esse post é dedicado ao amigo Dagon, colega blogueiro do Hard & Heavy e grande fã da Donzela de Ferro.
Aí Dagon, no próximo Iron Maiden quero te ver lá!
SETLIST
Satellite 15... The Final Frontier
El Dorado
2 Minutes to Midnight
The Talisman
Coming Home
Dance of Death
The Trooper
The Wicker Man
Blood Brothers
When the Wild Wind Blows
The Evil That Men Do
Fear of the Dark
Iron Maiden
Bis:
The Number of the Beast
Hallowed Be Thy Name
Running Free
Hasta!
(Fotos de Ricardo Pacheco Cambeiro e Marcelo Alves)
Quando chegamos na frente do HSBC Arena passava um pouco das 19:00. O cenário que se via na noite de segunda era completamente diferente da de domingo: sem fila, sem confusão. Portões abertos, muita gente de apoio orientando a entrada, estacionamenteo vazio, tranquilidade total. Era até preocupante, será que a galera não iria comparecer ao show? Mas já perto das 21:00 a casa de shows estava bastante cheia com um público estimado em 12 mil pessoas, mil a menos do que na noite de domingo. Com mais espaço na pista e um clima bem mais descontraído tudo apontava para um show daqueles de arrasar.
E foi exatamente isso. O Iron Maiden, mais uma vez, arrasou!
Às 21:20 as luzes se apagaram e começava a introdução de Satellite 15… The Final Frontier, a primeira das 5 músicas do novo disco que seriam tocadas no show. Dois telões laterais exibindo imagens de explosões espaciais. A galera recebendo a banda com a letra na ponta da língua. Em seguida, El Dorado, também nova. Aí vem o primeiro dos clássicos e quem resiste? Todo mundo pulando ao som de 2 Minutes do Midnight. Na sequência, duas novas: The Talismã e Coming Home. Esta, talvez a melhor música do disco novo, foi cantada por todos e tem tudo para virar um clássico, o refrão é lindo e funciona muito bem ao vivo. Dance of Death passou numa boa e depois The Tropper pra arrebentar. The Wicker Man, Blood Brothers, When the Wild Wind Blows também foram bem recebidas pelo público, mas a espera era pela dobradinha The Evil That Men Do e Fear of the Dark, as coisas ficaram re-al-men-te quentes ali. Absolutamente toda a Arena fazendo coro, uma coisa sensacional. Seguiram com Iron Maiden, também enlouquecendo a galera, principalmente quando um Eddie bestial sai devagarzinho por trás do palco criando um efeito genial. E daí pra três fantásticos clássicos do Maiden: The Number of the Beast, Hallowed Be Thy Name e Running Free, verdadeira lavada d'alma! Setlist completo, um - Boa noite, Rio! e ali acabava mais um show incrível do Iron Maiden.
UP THE IRONS!
Para ter uma idéia do que foi, dá um olhada aquí:
http://www.youtube.com/watch?v=J_rBnF68R70
E aqui, no Eddie saindo por trás da bateria, genial.
http://www.youtube.com/watch?v=9GJEJ1_IYvg
Esse post é dedicado ao amigo Dagon, colega blogueiro do Hard & Heavy e grande fã da Donzela de Ferro.
Aí Dagon, no próximo Iron Maiden quero te ver lá!
SETLIST
Satellite 15... The Final Frontier
El Dorado
2 Minutes to Midnight
The Talisman
Coming Home
Dance of Death
The Trooper
The Wicker Man
Blood Brothers
When the Wild Wind Blows
The Evil That Men Do
Fear of the Dark
Iron Maiden
Bis:
The Number of the Beast
Hallowed Be Thy Name
Running Free
Hasta!
(Fotos de Ricardo Pacheco Cambeiro e Marcelo Alves)
terça-feira, 29 de março de 2011
Resenha de Show: Iron Maiden no HSBC Arena - 2011
Parte I - Crônica de um show que não houve.
Depois de atravessar a confusão na entrada por conta de colocação da pulseira que retinha a galera, comprei e virei direto uma cerveja e respirei fundo, deixando a adrenalida baixar, tentando acalmar meu ânimo. Na sequência, bati um papo com um cara da produção que me confidenciou a razão do atraso de 1 hora e meia na abertura dos portões: a polícia não teria liberado alguma estrutura no piso e tiveram que fazer acertos em cima da hora até que liberassem. Somando a nova informação à tensão que eu já vinha trazendo da confusão do lado de fora e da visível desorganização, fiquei com uma sensação de que aquela noite não ia rolar numa boa, me bateu um feeling tipo: há algo de estranho no ar...
Tentei afogar minha tensão com váaaarias cervejas, mas ela persistia. A Arena agora já lotada.
Tudo pronto pro show. E o Iron entra no palco. A partir daí já se sabe a merda que foi. A barricada entre pista e palco cedeu pois a estrutura montada teve que ser refeita às pressas durante a tarde e não foi fixada devidamente. Felizmente ninguém se machucou. Felizmente prevaleceu o bom senso em não continuarem com o show.
Noite de domingo. Chego, finalmente, em frente à Arena - casa de shows longe pra caramba lá depois da Barra da Tijuca - e não acredito no que vejo: uma fila quilométrica se estende por toda a avenida a perder de vista. Mal sinal. Tento achar alguém da produção do show por ali para saber que fila é aquela e porque a galera ainda não entrou, são quase 20:00 e o show marcado para às 20:30! Vai dar merda. Ninguém para informar nada. Ninguém, mesmo! Ando pra cá e pra lá sem saber cadê a fila pra pista premium e descubro que só existe uma fila - aquela fila! - para todos os setores. Fudeu, perdi o show, pensei, sem entender porque a fila não andava. Não acreditei quando ouvi que os portões não tinham sido abertos ainda, porra, como entrariam aquelas milhares de pessoas, como eu entraria??? Com a informação de que pelo estacionamento já se conseguia entrar pro show, mais do que imediatamente me lancei ao primeiro carro e pedi uma carona pra entrar, assim, na cara de pau mesmo. Era isso ou correr o risco de perder o show. Entrei e fiquei feliz de conhecer a Renata e o Fábio, casal gente boa que me acolheu em seu carro e nem aceitou minha oferta de pagar o estacionamento caríssimo de R$20,00. Ouvimos os gritos da galera lá fora quando finalmente os portões foram abertos. De dentro do estacionamento corri para a rampa de acesso olhando a fila interminável lá fora sem conter o sorriso orgulhoso de quem foi à luta e se deu bem. Mal eu sabia como a noite acabaria...
Depois de atravessar a confusão na entrada por conta de colocação da pulseira que retinha a galera, comprei e virei direto uma cerveja e respirei fundo, deixando a adrenalida baixar, tentando acalmar meu ânimo. Na sequência, bati um papo com um cara da produção que me confidenciou a razão do atraso de 1 hora e meia na abertura dos portões: a polícia não teria liberado alguma estrutura no piso e tiveram que fazer acertos em cima da hora até que liberassem. Somando a nova informação à tensão que eu já vinha trazendo da confusão do lado de fora e da visível desorganização, fiquei com uma sensação de que aquela noite não ia rolar numa boa, me bateu um feeling tipo: há algo de estranho no ar...
Tentei afogar minha tensão com váaaarias cervejas, mas ela persistia. A Arena agora já lotada.
Tudo pronto pro show. E o Iron entra no palco. A partir daí já se sabe a merda que foi. A barricada entre pista e palco cedeu pois a estrutura montada teve que ser refeita às pressas durante a tarde e não foi fixada devidamente. Felizmente ninguém se machucou. Felizmente prevaleceu o bom senso em não continuarem com o show.
Claro, o sentimento geral era de frustração. Eu permanecia preocupada, agora com a segurança do pessoal na saída, umas 13.000 pessoas, muitas crianças, tristes, revoltadas, e a galera que veio de outras cidades desesperada ao ouvir o cancelamento do show, podia dar zebra. Houve até um início de quebra-quebra, mas coisa pouca. Ainda bem.
Dureza foi voltar pra casa com aquele vazio no peito, a consternação pelos que não poderiam voltar no dia seguinte. Putaquepariu, inacreditável!
Mas foi. E dali era apostar as fichas no show de segunda.
Fotos de: Suguimoto e LiviaRegly, site: ironmaidenbrasil.com.br
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