sábado, 3 de outubro de 2009

News: Neil Young Trunk Show - 2009




[Neil Young Trunk Show]
2009

Três anos atrás, o cineasta Jonathan Demme (Stop Making Sense, O Silêncio dos Inocentes, Filadélfia), filmou Neil Young em Heart of Gold, capturando-o numa apresentação no Ryman Auditorium, em Nashville. Agora ele está de volta com outro filme/show de Neil Young: Neil Young Trunk Show, que documenta uma apresentação do "pai do grunge" no pequeno Tower Theater, em Upper Darby, Pensilvânia. Como no mais recente filme de Demme, o premiado O Casamento de Rachel, muito de Neil Young Trunk Show foi filmado com câmeras de mão. O diretor disse que o filme foi uma "reação" para o documentário de 2006: enquanto Heart Of Gold foi um emaranhado meticuloso de edição e premeditação, Trunk Show foi filmado por um capricho, com o objetivo de encontrar a verdade e de coração com uma abordagem mais espontânea. Demme pretende ainda fechar a trilogia de Neil Young com um terceiro documentário realizado ao ar-livre.
Neil Young Trunk Show está sendo lançado mundialmente neste final de semana no Woodstock Film Festival.

Neil Young Trunk Show
Directed by Jonathan Demme
USA / 2009 / 82 minutes




Esperando que o doc. chegue até nós, um gostinho no trailler:



Hasta!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Arctic Monkeys – Humbug


[Arctic Monkeys – Humbug]
2009


Arctic Monkeys é uma banda de indie rock/pós-punk britânica formada em 2002. Os quatro jovens integrantes foram alçados à fama graças à divulgação de suas músicas na Internet com o lançamento em 2006 do primeiro disco Whatever people say i am, that’s what i’m not, que bateu o recorde como o álbum de estréia mais rapidamente vendido na história da música inglesa. Passando pela prova de fogo do segundo trabalho com Favourite Worst Nightmare em 2007, chegam ao terceiro álbum, o excelente Humbug. O disco foi gravado em parte em um estúdio no deserto, em Joshua Tree, com co-produção de Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age e um dos caras mais admirados no show business atual.
Com a inusitada parceria, o Arctic Monkeys ampliou seu espectro sonoro, saindo da sonoridade undergroud dos discos anteriores para uma jornada surreal e hipnótica no deserto. Humbug tem um clima enigmático e psicodélico que permeia todo o disco. É um trabalho cheio de pegada e vitalidade que toca direto nos meus fones há semanas. Os carinhas sairam do estúdio dizendo que tiveram Black Sabbath como a maior influência para a gravação de Humbug, e há mesmo um certo peso de base nas músicas Potion Approaching e Pretty Visitors. Porém, aos meus ouvidos, soou um clima total de The Doors no álbum, principalmente em Fire and the Thud, na mesma Potion Approaching e na ótima The Jeweller's Hand. Todas as canções têm linhas melódicas interessantes cheias de detalhes e letras bem bacaninhas carregadas na imaginação. My Propeller, Dance Little Liar, Crying Lightning e Conerstone são simplesmente irresistíveis! Curioso, em algumas canções lembrei de Los Hermanos...!
Bom demais!




Line up:
Alex Turner – Guitarra e Vocal
Jamie Cook – Guitarra
Nick O’Malley – Baixo
Matthew Helder – Bateria e Backing vocal


Confiram aí o som dos caras:

"Crying Lightning"
http://www.youtube.com/watch?v=J_G9RRY7SS0


Hasta!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dead Kennedys - Fresh Fruit For Rotting Vegetables


[Dead Kennedys - Fresh Fruit For Rotting Vegetables]
1980


Dead Kennedys é uma banda americana de punk rock formada em San Francisco, Califórnia. Durante os anos 1980, a banda obteve uma ampla influência no cenário internacional da música punk. Suas canções combinavam deliberadamente letras chocantes com um humor ácido e satírico, com comentários liberais sarcásticos sobre assuntos sociais e políticos da época.
Fresh Fruit... é o disco de estréia dos Dead Kennedys e é uma bomba incendiária. Ainda que um pouco datado, o trabalho é um petardo de discurso esquerdista e pauleira musical. Aqui temos o bom e velho punk com pitadas de surf music e rockabilly. Sem dúvida um álbum marcante, de uma das maiores bandas de punk/hardcore de todos os tempos.





Confiram aí o som dos caras:

 
"California Über Alles"
http://www.youtube.com/watch?v=UW8UlY8eXCk
 
 
Hasta!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Linton Kwesi Johnson - Reggae Greats


[Linton Kwesi Johnson - Reggae Greats]
1984


Lintoon Kwesi Johnson é um dos maiores nomes da música reggae. Nascido em Kingston, Jamaica e criado em Brixton, Londres, Johnson é considerado o inventor da poesia dub. (Essa poesia, com fortes raízes na cultura popular, às vezes apresenta características dialetais do creole jamaicano (...) quando declamada, essa poesia cria contrapontos com o ritmo sincopado do reggae, gerando uma performance de palavra e música. Não se trata, no entanto, de letra de música, pois a declamação não se submete a uma melodia, mas apenas, como no rap, a uma ritmia. Às vezes, a combinação de palavras e timbres dos instrumentos produz efeitos de potencialização dos significados*).
Começando no início dos anos 70, LKJ se tornou um dos fundadores do estilo de poesia dub, misturando sua voz jamaicana ao estilo da música dub. Poucos intérpretes musicais fizeram tanto para a música e política como Linton Kwesi Johnson. Sua poesia, de forte teor politico e sempre discutindo questões raciais com histórias de luta e de opressão, unida à música causou um efeito deslumbrante. Segundo LKJ escrever era um ato politico e a poesia, uma arma cultural ("Writing was a political act and poetry was a cultural weapon”).



Reggae Greats é uma ótima compilação com excelente material de LKJ, ideal para quem quer se familiarizar com este fantástico artista, produtor, grande performer e poeta dub, pioneiro e visionário.

Track list:
1. Reggae Sounds
2. Independent Intavenshan
3. Street 66
4. Bass Culture
5. Di Great Insohreckshan
6. It Noh Funny
7. Sonny's Lettah (Anti-Sus Poem)
8. Reggae Fi Radni
9. Fite Dem Back
10. Making History




"Sonny´s Lettah" 
http://www.youtube.com/watch?v=ls9pSdVFaJU


Hasta!

*Por Luciano Rodrigues Lima, in: Poesia dub: grito de protesto no “paraíso” caribenho.

domingo, 17 de maio de 2009

Heaven and Hell - Showzaço no Rio de Janeiro!



Domingo - 17 de Maio.

Passando das 19:30, o Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, estava tomado por uma massa de headbangers uniformizados com jeans e camiseta preta. Era a galera esperando para assistir ao show do Sabbath com Dio, ou, que seja, a banda Heaven and Hell.

Quase toda a galera ia se dirigindo à rampa externa de acesso a casa de shows Citibank Hall com seu copito de cerveja na mão. E eu não seria exceção, desci a rampa e fui comprar minha cerva. Passei no quiosque para comprar a camisa da turnê e aí fui me posicionar para o show porque a turma já preenchia bem o espaço.

Com um atraso de meia hora, o pequeno elfo Dio surgiu no palco. Com ele, o guitarrista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o batera Vinny Appice. Gritaria e reverência. Lá estavam os criadores do heavy metal.

E o Sabbath com Dio fez um show de puro metal: forte e pesado, sem firulas, com competência, simpatia e carisma. Muito bom!

No repertório, clássicos como The Mob Rules, Children of the Sea, Time Machine, Die Young, Heaven and Hell e Neon Knights fizeram a festa do público, na casa dos 6 mil, sempre generoso em palmas e participação, emocionado por estar diante da rara oportunidade de ver os criadores de um estilo em ação, o show de uma banda que continua relevante quase quarenta anos depois.




Dio, pequeno em tamanho e enorme em simpatia, conquistou de cara o público e, mesmo já entrando rouco no palco, mostrou que ainda consegue dar conta do recado direitinho, sendo aclamado tanto por adolescentes como por coroas. O que falar de Tony Iommy? O cara é excepcional. O guitarrista, canhoto e cheio de estilo, com óculos escuros e um visual bacana, bem conservado, toca muiiiiiiito, e é muito mesmo! Geezer Butler e Vinny Appice fizeram o chão tremer tamanha potência e peso na combinação baixo/batera. Senti falta de um solo de Butler, o de Vinny foi demais, tocando até um tambor vertical.




O som do Sabbath com Dio, ooops, do Heaven and Hell, é muito pesado, verdadeiramente pesado, é um troço com uma base sinistra e uma pancada sólida, que lembra a gente a toda hora que aqueles ali são os criadores do heavy metal, com certeza!

Na subida da rampa rumo ao estacionamento, eu, e mais um mar de headbangers, entoávamos felizes em coro o ôôôô da Heaven and Hell. Emocionante.


Showzaço!



Fotos:
Hudson Pontes/Extra Online
José Franciso/UOL
Carlos Zambrotti/AgNews