sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Arctic Monkeys – Humbug


[Arctic Monkeys – Humbug]
2009


Arctic Monkeys é uma banda de indie rock/pós-punk britânica formada em 2002. Os quatro jovens integrantes foram alçados à fama graças à divulgação de suas músicas na Internet com o lançamento em 2006 do primeiro disco Whatever people say i am, that’s what i’m not, que bateu o recorde como o álbum de estréia mais rapidamente vendido na história da música inglesa. Passando pela prova de fogo do segundo trabalho com Favourite Worst Nightmare em 2007, chegam ao terceiro álbum, o excelente Humbug. O disco foi gravado em parte em um estúdio no deserto, em Joshua Tree, com co-produção de Josh Homme, líder do Queens of the Stone Age e um dos caras mais admirados no show business atual.
Com a inusitada parceria, o Arctic Monkeys ampliou seu espectro sonoro, saindo da sonoridade undergroud dos discos anteriores para uma jornada surreal e hipnótica no deserto. Humbug tem um clima enigmático e psicodélico que permeia todo o disco. É um trabalho cheio de pegada e vitalidade que toca direto nos meus fones há semanas. Os carinhas sairam do estúdio dizendo que tiveram Black Sabbath como a maior influência para a gravação de Humbug, e há mesmo um certo peso de base nas músicas Potion Approaching e Pretty Visitors. Porém, aos meus ouvidos, soou um clima total de The Doors no álbum, principalmente em Fire and the Thud, na mesma Potion Approaching e na ótima The Jeweller's Hand. Todas as canções têm linhas melódicas interessantes cheias de detalhes e letras bem bacaninhas carregadas na imaginação. My Propeller, Dance Little Liar, Crying Lightning e Conerstone são simplesmente irresistíveis! Curioso, em algumas canções lembrei de Los Hermanos...!
Bom demais!




Line up:
Alex Turner – Guitarra e Vocal
Jamie Cook – Guitarra
Nick O’Malley – Baixo
Matthew Helder – Bateria e Backing vocal


Confiram aí o som dos caras:

"Crying Lightning"
http://www.youtube.com/watch?v=J_G9RRY7SS0


Hasta!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dead Kennedys - Fresh Fruit For Rotting Vegetables


[Dead Kennedys - Fresh Fruit For Rotting Vegetables]
1980


Dead Kennedys é uma banda americana de punk rock formada em San Francisco, Califórnia. Durante os anos 1980, a banda obteve uma ampla influência no cenário internacional da música punk. Suas canções combinavam deliberadamente letras chocantes com um humor ácido e satírico, com comentários liberais sarcásticos sobre assuntos sociais e políticos da época.
Fresh Fruit... é o disco de estréia dos Dead Kennedys e é uma bomba incendiária. Ainda que um pouco datado, o trabalho é um petardo de discurso esquerdista e pauleira musical. Aqui temos o bom e velho punk com pitadas de surf music e rockabilly. Sem dúvida um álbum marcante, de uma das maiores bandas de punk/hardcore de todos os tempos.





Confiram aí o som dos caras:

 
"California Über Alles"
http://www.youtube.com/watch?v=UW8UlY8eXCk
 
 
Hasta!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Linton Kwesi Johnson - Reggae Greats


[Linton Kwesi Johnson - Reggae Greats]
1984


Lintoon Kwesi Johnson é um dos maiores nomes da música reggae. Nascido em Kingston, Jamaica e criado em Brixton, Londres, Johnson é considerado o inventor da poesia dub. (Essa poesia, com fortes raízes na cultura popular, às vezes apresenta características dialetais do creole jamaicano (...) quando declamada, essa poesia cria contrapontos com o ritmo sincopado do reggae, gerando uma performance de palavra e música. Não se trata, no entanto, de letra de música, pois a declamação não se submete a uma melodia, mas apenas, como no rap, a uma ritmia. Às vezes, a combinação de palavras e timbres dos instrumentos produz efeitos de potencialização dos significados*).
Começando no início dos anos 70, LKJ se tornou um dos fundadores do estilo de poesia dub, misturando sua voz jamaicana ao estilo da música dub. Poucos intérpretes musicais fizeram tanto para a música e política como Linton Kwesi Johnson. Sua poesia, de forte teor politico e sempre discutindo questões raciais com histórias de luta e de opressão, unida à música causou um efeito deslumbrante. Segundo LKJ escrever era um ato politico e a poesia, uma arma cultural ("Writing was a political act and poetry was a cultural weapon”).



Reggae Greats é uma ótima compilação com excelente material de LKJ, ideal para quem quer se familiarizar com este fantástico artista, produtor, grande performer e poeta dub, pioneiro e visionário.

Track list:
1. Reggae Sounds
2. Independent Intavenshan
3. Street 66
4. Bass Culture
5. Di Great Insohreckshan
6. It Noh Funny
7. Sonny's Lettah (Anti-Sus Poem)
8. Reggae Fi Radni
9. Fite Dem Back
10. Making History




"Sonny´s Lettah" 
http://www.youtube.com/watch?v=ls9pSdVFaJU


Hasta!

*Por Luciano Rodrigues Lima, in: Poesia dub: grito de protesto no “paraíso” caribenho.

domingo, 17 de maio de 2009

Heaven and Hell - Showzaço no Rio de Janeiro!



Domingo - 17 de Maio.

Passando das 19:30, o Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, estava tomado por uma massa de headbangers uniformizados com jeans e camiseta preta. Era a galera esperando para assistir ao show do Sabbath com Dio, ou, que seja, a banda Heaven and Hell.

Quase toda a galera ia se dirigindo à rampa externa de acesso a casa de shows Citibank Hall com seu copito de cerveja na mão. E eu não seria exceção, desci a rampa e fui comprar minha cerva. Passei no quiosque para comprar a camisa da turnê e aí fui me posicionar para o show porque a turma já preenchia bem o espaço.

Com um atraso de meia hora, o pequeno elfo Dio surgiu no palco. Com ele, o guitarrista Tony Iommi, o baixista Geezer Butler e o batera Vinny Appice. Gritaria e reverência. Lá estavam os criadores do heavy metal.

E o Sabbath com Dio fez um show de puro metal: forte e pesado, sem firulas, com competência, simpatia e carisma. Muito bom!

No repertório, clássicos como The Mob Rules, Children of the Sea, Time Machine, Die Young, Heaven and Hell e Neon Knights fizeram a festa do público, na casa dos 6 mil, sempre generoso em palmas e participação, emocionado por estar diante da rara oportunidade de ver os criadores de um estilo em ação, o show de uma banda que continua relevante quase quarenta anos depois.




Dio, pequeno em tamanho e enorme em simpatia, conquistou de cara o público e, mesmo já entrando rouco no palco, mostrou que ainda consegue dar conta do recado direitinho, sendo aclamado tanto por adolescentes como por coroas. O que falar de Tony Iommy? O cara é excepcional. O guitarrista, canhoto e cheio de estilo, com óculos escuros e um visual bacana, bem conservado, toca muiiiiiiito, e é muito mesmo! Geezer Butler e Vinny Appice fizeram o chão tremer tamanha potência e peso na combinação baixo/batera. Senti falta de um solo de Butler, o de Vinny foi demais, tocando até um tambor vertical.




O som do Sabbath com Dio, ooops, do Heaven and Hell, é muito pesado, verdadeiramente pesado, é um troço com uma base sinistra e uma pancada sólida, que lembra a gente a toda hora que aqueles ali são os criadores do heavy metal, com certeza!

Na subida da rampa rumo ao estacionamento, eu, e mais um mar de headbangers, entoávamos felizes em coro o ôôôô da Heaven and Hell. Emocionante.


Showzaço!



Fotos:
Hudson Pontes/Extra Online
José Franciso/UOL
Carlos Zambrotti/AgNews

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Resenha de show: Kiss na Apoteose - 2008

                       Kiss – Apoteose do Rock and Roll!!!


O show do Kiss ontem na Apoteose foi es-pe-ta-cu-lar!

Cerca de 15 mil pessoas puderam presenciar um tremendo show de rock, alegre, divertido, contagiante.

Numa sensacional mistura de circo e teatro, houve de tudo: grandes labaredas de fogo, muita fumaça e fogos de artifício que não acabavam mais. E o mais importante, claro, um baita rock do bom comandado pelos mascarados sessentões Paul Stanley (guitarra e vocal) e Gene Simmons (baixo e vocal), em companhia de Thommy Tayer (guitarra) e Eric Singer (bateria e vocal em algumas músicas).

O Kiss entrou no palco pontualmente às 21:30 mandando ver no rock vibrante característico do grupo. Uma linda lua cheia clareava o céu da Apoteose numa noite fantástica que estava apenas começando com Deuce.
Vieram na sequência: Strutter, Got to choose, Hotter than hell, Firehouse, Nothin’ to lose e C’mon and love me.
A medida que o show ia pegando fogo, o céu ia escurecendo.
Assim, aos primeiros acordes de Parasite, uma chuva fina começou a cair e, repentinamente, antes que se pudesse perceber, desabou um tremendo dilúvio na cabeça da galera, um terrível aguaceiro que durou 25 minutos, sem dar trégua!
Se isso estragou o show, esfriou ou deixou a turma apagada? No way! A chuvarada acabou sendo mais um motivo de diversão para quem, como eu, já estava enlouquecido com o show. A galera pulava e cantava tudo, alegre, molhada e empolgada. Gente de todas as idades, de várias tribos, dezenas de mascarados clones de Paul Stanley e Gene Simmons, todos celebrando a mais divertida face do rock and roll!

Arrebentando com She, Watchin’ you, Rock Bottom, 100.000 years e Cold Gin, os caras no palco eram puro rock e simpatia. E os efeitos especiais iam só aumentando.


Nessa festa, e já sem chuva, Paul Stanley comandava o espetáculo conversando com o público e regendo os ôôôs da noite, mostrando alegria e disposição. É nítido que voz ele já não tem, mas e quem disse que alguém ali ligava para isso? A fraca voz com que ele tentava cantar não parecia constranger nem incomodar fã algum. Todos estavam ali tão entusiasmados: banda e público só queriam festejar ao som do bom e velho rock and roll!

De fato, os fãs do Kiss sabem bem o que esperar de sua banda: diversão e um rock arrasador e vibrante! E isso, teve de sobra no show de ontem.

Seguiram então com Let me go, Rock & Roll e Black Diamond para então estremecerem a Apoteose com o grande hino do Kiss: ao som de Rock and Roll all nite o público foi verdadeiramente à loucura! Enquanto a galera cantava em coro, uma fantástica e linda chuva de papel picado foi lançada ao vento sobre a pista causando emoção e arrebatando de vez o coração do público.


Mas tinha muito mais ainda por vir: canhões dando tiros barulhentos no ritmo da bateria que por duas vezes foi suspensa no palco até quase o teto; imensas labaredas de fogo; incríveis efeitos de luz e fumaça; muitos fogos de artifício; Gene Simmons cuspindo fogo e fazendo sugestivos movimentos com sua famosa língua incansavelmente por todo o show; quatro enormes telões mostrando todos os detalhes (como quando a garota jogou seu sutiã vermelho para o P. Stanley e ele permaneceu segurando o tal incremento por toda a música enquanto tocava sua guitarra e fazia suas caras e bocas).

A volta para o bis foi sensacional! Ainda viriam 5 petardos, grandes clássicos do Kiss: Shout it out loud, Lick it up, I love it loud, I was made for lovin’ you e Detroit Rock City.

Toda a seqüência entremeada de falas de Paul Stanley expressando seu amor pelo Rock e pelo Rio! Todas cantadas em coro absoluto pela platéia. Todas fazendo trepidar os corações roqueiros e festeiros com o pulso firme e vibrante da mais pura batida roqueira, com suas explosões, fogo, fumaça, luz e um tremendo ritmo, uma energia fantástica desses mascarados endiabrados do Kiss, que se autodenominam “A banda mais quente do mundo”.
Quem esteve no show de ontem agora entende porque.

KISS – THE HOTTEST BAND IN THE WORLD!


videozinho, só para dar uma idéia...

"KISS Alive 35 - Rio de Janeiro / Brazil April, 8 2009 - Rock and Roll all Nite" http://www.youtube.com/watch?v=dMF5mFs2uLM


* Essa resenha foi apagada no blog antigo, apesar de conseguir recuperar o post, os comentários tive que republicar no corpo da resenha.



12 comentários:

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Isso! Vai! Pisa! Mata o véio aqui de inveja!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Beleza, já me senti lá graças às suas impressões - valeuzão! rsrs
Vou te contar uma coisa: choveu em alguns dos melhores shows que já fui e, com a exceção de um em que o show teve que parar porque o gerador morreu (quase no final), a chuva sempre foi bem vinda e recebida com alegria ou indiferença (rsrs) pela platéia.
Agora vou esperar pelo que você vai contar do Heaven & Hell...
Beijaço!
ML

09 Abril, 2009 22:55

lu gasp disse...

Cara, Marcello, eu dispensava legal a chuva. Pô, fiquei super gripada e do jeito que a coisa tá caminhando vai ser lucro se ficar só na gripe... :(
[Reparou que essas coisas só passam a acontecer depois que a gente fica mais velho? Quantas vezes tomei chuva direto quando mais nova e não me lembro de ter pego um único resfriado, saco...!]
Mas valeu, o show foi bom demais mesmo!
Abraços, da
Lu

10 Abril, 2009 13:20

Dagda disse...

Oi, Lu. Legal conhecer seu blog.
Pra cê ter uma idéia, eu tinha ido com a obrigatória camisa preta da banda e comprei lá uma oficial, que botei por cima. Com cinco minutos de chuva, torci as duas camisas e parecia sair delas uma cachoeira.
Mas que se dane. O show foi ótimo! Pena só que a voz do Paul não agüentou o suficiente para rolar Love Gun.
Botei alguns comentários (aliás, o verdadeiro eu botou) na comunidade da Revista Metal no Orkut.
Bjs
D

10 Abril, 2009 18:24

DAGON disse...

Porra Lu que inveja, meu sonho sempre foi ver o Kiss ao vivo e esse show foi maravilhoso pq só rolaram clássicos, faço minhas as palavras do Maddy, já me senti lá dentro só de ler sua resenha e sentir a empolgação que rolou pra escrever isso. Você foi testemeunha do maior espetáculo da terra que é um show do Kiss e vai carregar isso na alma pra vida toda, meus parabéns!!!
Aliás fez até o Dagda ressuscitar e sair da caverna, hahaha, brincadeirinha Dagda, rs.
Abraço.

10 Abril, 2009 18:51

lu gasp disse...

Oi, Dagda!
Cara, foi muita água e o estrago foi feio pra mim, tô muiiito gripada. Mas você tem toda razão, que se dane, o show tá valendo cada tossida e assoada de nariz! Hehehe..
;)
Pô, e Love Gun é uma das que mais gosto... :(
Vou lá dar uma conferida nos seus comentários da Revista Metal.
Valeu pela visita, apareça sempre!
Abraços, da
Lu

10 Abril, 2009 23:55

lu gasp disse...

Dagon, fico muito feliz de poder compartilhar o show escrevendo minhas impressões. Puxa, que bom que lendo o que escrevi você e ML puderam sentir um pouquinho como foi aquilo lá. No próximo você vai estar lá ao vivo e à cores, com certeza!
Abraços, da
Lu

11 Abril, 2009 00:04

Marcello 'Maddy Lee' L. disse...

Li numa revista ou jornal que eles não cantaram Love Gun e uma outra música por causa da chuva; nessas músicas fariam aquele efeito de 'levitação', saqualé? E aí resolveram não arriscar.
Valeu!
ML

12 Abril, 2009 21:25

lu gasp disse...

Pois é, Marcello, faltou o G. Simmons ser supenso em cabos de aço em "I Love It Loud" e P. Stanley voar na tirolesa em "Love Gun", que não foi nem tocada.. uma pena, mas ficar lamentando o que não houve é bobagem, hehehe.. o show foi bom demais anymay!
:D
Abraços!

13 Abril, 2009 08:46

Ace Kilmister disse...

Caríssima Lu Gasp,
estou iniciando hoje um blog dedicado à música pesada, em que utilizarei não somente links levantados por mim como também os disponibilizados em outros blogs. Gostaria de contar com a sua colaboração e também que linkássemos nossos blogs.
O blog se chama The Ace Of Spades e o endereço é http://ace-kilmister.blogspot.com/
Aguardo sua resposta e sua visita.
Até lá!
A

14 Abril, 2009 16:26

lu gasp disse...

Olá Ace,

seria um prazer poder contribuir, mas eu não disponibilizo links no meu blog, para falar a verdade, eu não entendo bulhufas sobre buscar e disponibilizar links.
No blog "Pra cima com a viga, moçada!" eu apenas apresento algumas coisas que ouço (muitos estilos, não somente rock pesado), às vezes com uma breve resenha e um clip musical e também escrevo resenhas de alguns shows, e só.
Sou seguidora de alguns blogs e, com certeza, visitarei o The Ace of Spades (com esse nome imagino encontrar de cara muito Motorhead, ê coisa boa!)
Obrigada pelo convite.
Abraços, da

Lu

14 Abril, 2009 16:44

Yerblues disse...

Aí, Lu, grande set list desse show... apesar de não ser fãnzasso do Kiss, eles sempre apresentaram um grande show, e esse pela sua descrição foi duca... pena que aquele que eu vi não foi na Apoteose, mas no Maraca... os Melhores shows que já tive a sorte de presenciar no Brasil (área aberta) foram na apoteose... Clapton, Black Crowes, Page & Plant.. Valeu.

21 Maio, 2009 13:14

Lu Gasp disse...

Oi, Yerblues, engraçado que o pessoal reclama do som da Apoteose mas TODOS os shows que assisti lá foram 10 em som. Infelizmente, não fui a nenhum desses que você citou, mas alguns grandes shows que presenciei na Apoteose também foram o do Roger Waters, o do Santana e do Iron Maiden.
Nunca fui muito fã assim de Kiss, mas imaginava que um show deles seria fantástico e realmente foi. O Kiss no maraca não vi, eu era muiiito novinha na época. ;)
Valeu pela visita, apareça sempre!
Abraços, da
Lu